Assine o Feed desse Blog“Nenhum homem de dons elevados se agrada com algo inferior ou medíocre. Uma visão de grande conquista o chama e o faz erguer-se.” Sêneca – citada em The Stoic Art of Living "O herói é o homem da submissão autoconquistada" Joseph Campbell - O Herói de Mil Faces
Diagnósticos psiquiátricos parecem estar na moda, é verdade. Até mesmo leigos se arriscam na classificação descompromissada de amigos e familiares. É comum lermos em sites, jornais e revistas, termos como depressão, esquizofrenia, transtorno bipolar, psicopatia, psicose e etc. Parece que eles entraram no mundo pop para ficar. Esse fenômeno parece que dá mais força para os críticos do uso dessa terminologia, pregarem que os diagnósticos são os verdadeiros causadores do preconceito e da discrimina
Embora ciência e religião pareçam sempre estar vivendo num eterno conflito, existeoutro lado dessa história, em que existe o diálogo, a curiosidade e a saudável e frutífera troca de informações. De quebra, esse lado ainda representa um importante diálogo entre Oriente e Ocidente. O Dalai Lama parece ser o catalisador desse tipo de relação, mostrando – juntamente com a ciência ocidental – que a prática budista tem mais a nos ensinar sobre a nossa própria ciência do que nós desconfiaríamos. Mesmo
“Se o sono não possui nenhuma função absolutamente vital para o nosso organismo, então esse é o maior erro que o processo de evolução cometeu” – Allan Rechtschaffen University of Chicago Sleep Laboratory Smithsonian, November 1978 *
Como eu disse numa entrevista, postada aqui mesmo no blog, Ueshiba criou uma arte marcial especial porque conseguiu traduzir em seus movimentos os preceitos do Zen Budismo e do Xintoísmo, ambas religiões japonesas – apesar de, na verdade, o Zen ter surgido primeiramente na China, nos Templos Shaolin. Por isso o aikido é uma arte marcial que além de ser praticada, é sentida. No entanto, podemos encontrar resquícios da filosofia dessas religiões em várias outras tradições orientais. O Taoísmo é...
Geralmente, no senso comum, empregamos a palavra “emoções” para nos referirmos a diversas experiências internas que vivemos ao interagirmos com outras pessoas ou mesmo quando estamos sozinhos. Com frequência, o termo também é usado como sinônimo de sentimento, humor e etc. Mas será que, à rigor, trata-se mesmo de palavras sinônimas? Ou, ainda, o que, afinal, é uma emoção?
Esta semana o TJ- RS aprovou o pedido da Liga Brasileira de Lésbicas, Marcha Mundial das Mulheres e outros grupos, que pleiteavam a retirada de símbolos religiosos, como crucifixos e outros, dos prédios da Justiça. Tal decisão não deveria soar como algo absurdo e nem causar tanta comoção – a não ser que seja pelo fato de finalmente ter sido tomada uma medida compatível com a laicidade do Estado. No entanto, blogueiros argumentam deses perados contra a chamada “opressão” de tal medida, ...
Como já havia ressaltado antes em dois outros posts, (Descartes e o Mundo Ilusório e E Se Estivermos Todos Conectados na Matrix?) Matrix é um belíssimo filme que se utiliza de componentes filosóficos, tecnológicos e também religiosos, entre muitos outros. Em especial, acho que Matrix serve como uma excelente metáfora moderna do Budismo. Uma “farpa na mente” que nos incomoda sutilmente, o mundo como uma ilusão da nossa mente e o Escolhido que está destinado a, através de uma rigorosa disciplina..
Tenho três amigos com os quais converso com frequência sobre assuntos dos mais diversos. Um deles é um Ateu Militante. Segundo ele, toda e qualquer religião é um caminho para a ignorância e nos afasta da ciência e do avanço da humanidade. Outro é um Pastor Evangélico Calvinista, para o qual toda e qualquer religião que não seja a dele leva as almas para o inferno e, por isso mesmo, todos devem seguir sua religião se quiserem a salvação. O terceiro amigo é um agnóstico hedonista que não está nem
Há algum tempo atrás eu escrevi um texto sobre a relação entre o consumo conspícuo com a seleção natural, que é um fenômeno social mas que nos remonta mais à evolução biológica dos seres vivos do que à cultura em si, apesar de tal faceta da evolução sempre aparecer fantasiada de itens culturais. Em suma, a conclusão a que cheguei foi que o ser humano, assim como outros animais – como o pavão – é naturalmente um ser que procura a ostentação. No entanto, andei repensando essa afirmação nos últimos
Acabei de ler a biografia de Steve Jobs. Certamente, foi fascinante descobrir como foi a vida do criador de uma das maiores empresas de tecnologia – a Apple – e da Pixar, a empresa por trás da criatividade e gráficos perfeitos das últimas animações que foram ao cinema desde Toy Store. Sim, ele era um empresário fascinante; talvez mais do que isso, Jobs foi um gênio criativo que ergueu duas empresas prestes a irem à falência. E como todo gênio, teve uma personalidade complexa, questionadora e, mu
Nas grandes cidades, vivemos nossas vidas em meio a uma multidão de desconhecidos. Cruzamos todos os dias com estranhos que não conhecíamos e que, provavelmente, não vamos conhecer também. Nessa atmosfera, não é de se surpreender que a apatia pelo sofrimento alheio e a distribuição de grosserias tenham se tornado tão comuns e aceitáveis. Podemos até nos surpreender se um completo estranho emergir a partir da multidão nos oferecendo um ato de gentileza, sem pedir nada em troca.
Uma das bases da crença religiosa na divindade de Jesus e na sua relação com as profecias do Antigo Testamento é o fato de ele vir de uma linhagem real, afinal, o Novo Testamento parece afirmar que ele descende do Rei Davi. Mas uma análise detalhada da Bíblia mostra que essa afirmação não pode ser feita de forma segura, nem mesmo no âmbito da fé.
A questão da ressurreição certamente é um assunto que pertence mais à religião que à História em si. Ela é um evento que não precisa de comprovação histórica (como, por exemplo, precisamos da comprovação de quem descobriu o Brasil) porque sua intenção primeiramente foi relacionada ao significado; e para algo ter significado, não necessariamente tem que ter existido realmente. No entanto, é sempre interessante perguntar se tal evento pode ser comprovado historicamente ou não. Aliás, antes disso d
"Sessenta anos atrás o psiquiatra austríaco Hans Asperger escreveu sobre crianças que eram muito inteligentes,com vocabulário acima da média, mas que apresentavam uma série de comportamentos comuns em pessoas com autismo, como deficiências marcantes no relacionamento social e na habilidade de comunicação." Tive uma experiência única ao ler Olhe Nos Meus Olhos, um livro cujo autor é portador da Síndrome de Asperger, patologia localizada no do espectro do autismo. É incrível como um livro
O texto a seguir é baseado neste artigo do Futurity.org , que fala sobre um estudo da Universidade de Chicago com crianças e grupos raciais, que explora como é feita a divisão em grupos sociais na infância. O exercício consistia em exibir uma foto de uma criança de determinada cor falando em um idioma (inglês) e depois mostrar duas fotos de adultos, um de cor diferente da criança mas falando o mesmo idioma dela, e outro de mesma cor da criança mas falando outro idioma. Como no exemplo da foto..
A leitura da Bíblia é algo complexo, se quisermos realmente análisá-la historicamente. Os religiosos, e até os não-religiosos mas leigos no assunto, acham que o melhor modo de lê-la é óbvio e intuitivo, afinal, é um livro como quaquer outro, então a leremos como um livro. Porém, a Bíblia não é um livro comum, igual aos outros. O Antigo Testamento é formado por 39 livros escritos por dezenas de autores ao longo de 600 anos no mínimo. O Novo Testamento, composto de 27 livros, foi escrito por 16 ou
Por que estamos aqui? Tenho consciência de que é uma pergunta que exige uma resposta bem ampla. A pergunta já foi feita por muitos e muitos já tentaram responde-la, desde filósofos e biólogos, até físicos e astrônomos. Aqui vou me ater aos últimos.
É fato que vivemos num país católico - apesar de os protestantes estarem rivalizando bastante nos últimos anos - apesar de oficialmente ele ser laico. Pensando nisso, podemos recordar das últimas eleições presidenciais, principalmente, em que opiniões religiosas e diversos tipos de crença interferiram no debate político. Aliás, não só no político em si, mas também na avaliação do público sobre o carater e competência dos candidatos. Hoje isso não é mais surpresa, já que projetos políticos que. .
A crença de que a nossa memória funciona como uma espécie de disco rígido de computador, gravando perfeitamente todas as informações, está bastante enraizada na cultura popular. É a chamada sabedoria popular. Talvez você não tenha identificado de imediato nada que se encaixe nesse mito, mas logo sua memória será refrescada com uns exemplos. Mas o pior de tudo é saber que não só a população em geral possui essas crenças, mas que psicólogos de todas as especialidades e níveis muitas vezes as ...